Sindi se destaca no mercado de sêmen


Por Márcia Benevenuto


No balanço anual do terceiro trimestre, a raça aparece entre as TOP 10 do corte, com mais de 100% de evolução frente ao mesmo período de 2020

Os criadores de Sindi seguem por mais um ano entusiasmados com o crescimento do plantel de seleção da raça, bem como com o aumento de popularidade da genética do rebanho vermelho entre os pecuaristas comerciais do Brasil. O último relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), de fechamento trimestral do terceiro período, comprova o aquecimento do mercado e o aumento da demanda pela raça através do uso de sêmen de touros melhoradores em todo o Brasil.

 De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Sindi (ABCSindi), Orlando Cláudio Simas Procópio, o desempenho foi puxado principalmente pelas vendas direcionadas à produção de animais de cruzamento destinados ao abate e à inseminação de matrizes de rebanhos leiteiros mestiçados, que agregam renda na comercialização dos bezerros que são considerados bons cruzados ou tricross. “Nós observamos um avanço significativo nas grandes regiões de pecuária de corte, mas também há um volume importante de pequenos produtores de leite usando sêmen de touros da raça, além de pequenos criadores que estão iniciando seus plantéis de criação. Principalmente na região Nordeste, onde a raça Sindi é uma das que melhor se adapta, e ainda consegue trazer bons resultados em sistemas rústicos, até mesmo em área de clima semiárido”, conta o presidente. 

Em números absolutos, no primeiro trimestre de 2021, a venda de sêmen bovino da raça Sindi atingiu a melhor marca por período. O fechamento das vendas realizadas até o mês de setembro totalizou um volume de 73.676 doses, sendo 60.797 e 16.452 no leite. A entrada de doses coletadas no mercado também evoluiu de 68.579 para 77.249 no comparativo dos nove meses analisados.  

“A raça vem sendo experimentada há algum tempo e chegou à grande pecuária profissional de corte do Brasil Central. A partir disso, vem se firmando o reconhecimento do setor pelos atributos genéticos do Sindi. O gado convence e impressiona pela produtividade. No cruzamento Zebu X Zebu, são visíveis as características que se sobressaem a partir da heterose que é fixada trazendo vigor físico, precocidade, resistência, potencial de ganho de peso com alta conversão alimentar e qualidade da carcaça”, pontua Orlando Procópio.  

Na categoria leite da Asbia, o Sindi também brilhou com todos os índices trimestrais positivos, exibindo curva de gráfico crescente. Porém, os criadores não reconhecem essa divisão, por reforçarem e buscarem sempre a seleção focada na dupla aptidão natural da raça. Mas o representante da ABCSindi destaca os aspectos que fazem da raça uma estrela da ordenha. “Na pecuária leiteira, o cruzamento do Sindi com os europeus especializados, como Holandês e Jersey, é uma febre. Essas vacas são mais econômicas, produtivas, têm maior resistência e menor custo de produção. Há um trabalho forte de identificação de reprodutores A2A2 na população, que tem altíssima incidência de homozigotos e é tudo isso que o Sindi possui, com sua natural dupla aptidão, que estimula o uso de doses de sêmen da raça”, explica o presidente que, no primeiro semestre, visitou todas as Centrais do Triângulo Mineiro para tratar de diversos temas de interesse dos criadores. 


A corrida pelo Sindi 

Centrais disputam a contratação de touros Sindi

A raça Sindi fechou 2021 com mais de 50 touros em coleta ou com material genético disponível nos catálogos das centrais. Além desses reprodutores provados, um grande volume de animais entra anualmente na indústria, na categoria PS (Prestação de Serviço), para a produção destinada ao uso dos proprietários em seus rebanhos ou venda direta de criador para criador. A ABS é a empresa do ramo que primeiro acreditou no potencial da raça Sindi e levou para as baias o patriarca Veludo-E, e, ainda hoje, é a que possui o maior número de reprodutores em sua bateria. “A ABS sempre acreditou nas qualidades funcionais da raça Sindi e continua a acreditar. Prova disso é a contratação dos principais touros por avaliação, seja carne ou leite. E, também, da disponibilização ao mercado de sêmen processado com a tecnologia Sexcel®. A raça tem superado as vendas nos últimos anos e é basicamente isso que fez com que aumentasse a contratação de touros. Dou o mérito desse crescimento às qualidades genéticas da raça. Os clientes estão satisfeitos com os produtos obtidos: animais sadios e lucrativos. Por isso, voltam às compras”, conta Fernando Rosa, Gerente de Produtos da ABS. 

A segunda maior fornecedora de sêmen da raça Sindi para o mercado é a Alta Genétics. O Gerente de Corte Zebu, Rafael Jorge de Oliveira, conta que os piquetes da BR-050, ocupados por touros Sindi, são cada vez mais numerosos. “A Alta investe e acredita no Sindi porque a raça entrega muito o que a gente espera no campo. Os criadores selecionam fertilidade e habilidade materna, mantendo toda a rusticidade do rebanho. O mercado vem crescendo muito nos rebanhos puros, mas, principalmente, em cruzamento industrial, tanto de zebu com zebu quanto de F1 de angus em cima de matriz nelore. Isso porque os bezerros entregam baixo peso ao nascimento com explosão de ganho de peso ao sobreano. A recompra do produto Sindi é muito interessante e a Alta vai continuar investindo na raça. Visamos sempre a ampliar as parcerias e buscar novos fornecedores de genética. Para mim, é uma raça fantástica e estamos totalmente satisfeitos”, diz o representante da Alta.  

E todos estão de olho nas opções de touros diferenciados que surgem nos planteis ou que despontam em provas técnicas.  A última safra trouxe três raçadores para a unidade paulista rio-pretense da Accelerate Genétics. “A partir de 2020, nós vimos uma demanda muito grande pelo Sindi e os nossos representantes seguidamente nos solicitando esse produto. Fizemos três contratações recentemente com representação de plantéis do Nordeste, do Sudeste e do Centro-Oeste, que fizeram animais muito produtivos no corte e com uma cota interessante de potencial na veia leiteira. Falar de rusticidade é chover no molhado, mas o gado hoje tem volume, muita carcaça e com acabamento. A genética ainda é bastante fechada, mas as opções de criadores e rebanhos está aumentando muito rápido. Queremos ser mais um parceiro dos selecionadores, pois acreditamos em uma evolução intensa do Sindi nos próximos anos. Não temos dúvida de que é uma raça indicada para o Brasil tropical”, relata Willian Xavier, Gerente Comercial da empresa. 



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