Uma das raças mais antigas do mundo se mantém atual e essencial para a pecuária produtiva pela alta rusticidade e adaptação plena em ambientes desafiadores.

Cada vez mais o Sindi cresce e aparece para o segmento da bovinocultura do Brasil. As características zootécnicas e funcionais superiores são os motivos que mais despertam o interesse dos pecuaristas que produzem carne, leite ou genética.
A comprovação dessa evolução em volume pode ser constatada nas estatísticas da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), entidade que faz o registro dos animais puros, bem como na ABCSindi (Associação Brasileira de Criadores de Sindi) que desenvolve e integra todos os projetos promocionais e de fomento da raça em nível nacional e internacional.
No SRGRZ (Serviço de Registro Genealógico da Raças Zebuínas) o número de animais Sindi com RGD saltou de pouco mais de 50 no ano 2000 para um volume sustentado superior a mil animais a partir de 2010.
O presidente da ABCSindi e vice-presidente da ABCZ, Ronaldo Bichuette, explica que o sucesso do Sindi se deve aos seus variados talentos. “O Sindi se defende. É uma raça pouco exigente e que dá resultado na fazenda. Na pecuária de seleção ou nas atividades de cruzamento, com gado leiteiro ou de corte, os animais têm muito a contribuir em qualidade. Atualmente também há um trabalho forte na genotipagem para a formação de rebanhos leiteiros A2. Eu me interessei pela raça Sindi quando ainda era menino. Meu pai tinha propriedades de recria e engorda no Triângulo Mineiro e no meio do gado que vinha de diversas localidades a gente percebia que os lotes de cruza Sindi se desenvolviam de forma diferente e no abate eram sempre os que mais impressionavam”, conta o criador.
Na ExpoZebu a raça já é a terceira com maior representatividade no último triênio e os criadores promovem leilões, ações de divulgação, além de participarem com entusiasmo desde a primeira edição da Vitrine da Carne, Vitrine do Leite, Concurso Leiteiro de Fazenda, além dos já tradicionais Julgamento da Raça Sindi e Torneio Leiteiro da ExpoZebu – que este ano traz uma grande novidade: as inéditas novilhas Sindolando. “A raça Sindi vai muito bem em qualquer tipo de cruzamento. Nos CCG temos uma sensível evolução nos plantéis Sindonel, Singer, Sindi X Gir X Nelore, Sindi X Brahman e Sindolando. Especificamente do leite, a raça Sindi imprime fertilidade, rusticidade e não são tão exigentes para manutenção. Os bezerros dessas vacas têm mais valorização no mercado e se o produtor souber escolher e usar nelas um touro provado na produção de leite o volume se mantém bastante satisfatório, ainda há a vantagem de ter vacas que muito provavelmente serão positivas para o A2. Tudo isso nós vamos comprovar com essa participação das novilhas Sindolando trazidas de Novo Horizonte pelo criador Adaldio Castilho, nosso vice-presidente do Sindi”, explica o diretor secretário da ABCSindi, Arthur Abdon Targino.

Foto: Acervo Reunidas Castilho 
Legenda: Novilhas Sindolando registram produção de até 25 kg com 10 dias de trato suave         
Novilhas Sindolando registram produção de até 25 kg com 10 dias de trato suave

Texto: Márcia Benevenuto