No Mondial du Fromage o queijo Serro do Pico, da Fazenda Carnaúba, em Taperoá na Paraíba, feito com leite de vacas Sindi e Guzerá, maturado durante 60 dias, ficou com a medalha de bronze.  

Ao todo os queijos produzidos com leite de animais de raças zebuínas receberam 5 premiações  no concurso que é um dos principais do mundo e é realizado bienalmente na França. O concurso que terminou ontem (03) avaliou queijos de 15 países, os queijos brasileiros de zebu levaram um super ouro, uma prata e três medalhas de bronze. O julgamento sensorial avaliou os atributos aparência, sabor e textura.

Entre os premiados na competição também está o Curupira, feito com leite de vacas das raças Gir e Guzerá, produzido pelo criador Túlio Madureira com leite 100% Zebu. O queijo que é maturado durante 6 meses, é macio, tem gosto picante e amendoado. O queijo curado Datas Guzerá, fabricado por Richard Santos, ganhou uma das medalhas de bronze.

O queijo que conquistou o super ouro foi o Pardinho Cuesta. Produzido na Fazenda Santanna, com leite de vacas da raça Gir, é maturado sobre madeiras em caves subterrâneas por 8 meses. O produto mais cremoso, macio e com notas amendoadas. O produtor também levou para casa a medalha de prata com o queijo Mandala. 

As premiações e o crescimento da produção de queijos a partir de leite zebuíno demonstram o valor e a qualidade de um produto que ainda tem muito a mostrar no mercado. Pensando nisso, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu – ABCZ lançou durante a 85ª ExpoZebu o selo Leite de Zebu. A chancela tem como objetivo valorizar todos os produtos oriundos do Zebu. “O selo vai agregar valor de mercado, propiciando uma rentabilidade maior para o produtor. É uma conquista, valorizando o que a gente faz no dia a dia nas nossas fazendas”, explica Eduardo Falcão.

Na ocasião o criador Eduardo Oliveira, de Brasilia, foi um dos produtores que recebeu o selo "Leite Zebu" para os lácteos Asa Branca. Na fazenda são produzidos leite, queijo curado, queijo trufado, ricota, queijo frescal, queijo fundido, leite fermentado, achocolatado e doce de leite a partir da ordenha de um rebanho 100% genotipado para o alelo A2, condição que é adequada para a fabricação do alimento para pesosas que tem alergia a proteína do leite e indicado para pessoas que são intolerantes a lactose. 
   
ara que o produtor tenha acesso ao selo, é preciso que ele se enquadre em algumas regras, entre elas desenvolver o controle leiteiro, estar inscrito no PMGZ Leite Max e em algum órgão municipal, estadual ou federal, além de ter 100% das matrizes zebuínas registradas na ABCZ.